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Apple pretende lançar “Apple Tag” para rastreamento de objetos

Guilherme Rambo

2013-06-20T19:17:10

13/06/2019 17h10

Uma das novidades da WWDC foi o anúncio do novo app "Find My" da Apple, reunindo as funcionalidades que antes eram divididas entre "Find my iPhone" e "Find my Friends" num único app. Mas além dessa mudança, a empresa também anunciou que dispositivos poderão ser encontrados mesmo se estiverem offline.

Parece mágica, mas essa tecnologia já existia antes. O grande diferencial da Apple é a capacidade de colocar ela nas mãos dos consumidores sem prejudicar sua privacidade. Os detalhes técnicos de como o sistema funciona deverão ser divulgados quando a empresa lançar o seu Guia de Segurança do iOS 13, documento lançado anualmente onde explica com detalhes a segurança dos seus dispositivos e suas funcionalidades.

Resumidamente, todos os dispositivos com o Find My ligado transmitem um pequeno sinal Bluetooth que é criptografado com uma chave que somente os dispositivos daquele usuário possuem. Quando outro dispositivo (de qualquer usuário) se aproxima dele, o dispositivo do outro usuário captura essa informação, combina ela com a localização obtida do GPS e envia para o iCloud, onde a Apple consegue associar essa informação com o dispositivo perdido, enviando então para outro dispositivo do usuário que o perdeu, que consegue descriptografar a informação.

Se pareceu complicado, é porque de fato não é um sistema tão simples, principalmente pelo fato de envolver dados sensíveis que precisam ser transmitidos de modo que apenas o usuário tenha acesso, sem comprometer também o dispositivo que foi usado como transmissor dos dados de localização.

Mas e se você quiser encontrar algo que perdeu, que não seja um iPhone, iPad ou Mac? Já existem algumas soluções no mercado para isso. A mais conhecida delas é a Tile, um pequeno "chaveiro" que pode ser colocado junto às suas chaves do carro, mochila, ou qualquer outro objeto que você queira rastrear. Usando o app do produto, é possível fazer ele tocar um som, facilitando a localização de algum objeto perdido que esteja próximo – já me salvou aqui em casa uma vez quando havia esquecido onde tinha deixado as chaves. A Tile inclusive tem um recurso parecido com o do "Find My", onde outros dispositivos próximos de usuários da Tile podem te ajudar a localizar os seus objetos.

Segundo informações obtidas de fontes da própria Apple, a empresa estaria trabalhando no seu próprio dispositivo estilo Tile, que permitiria aos usuários o rastreamento de qualquer objeto. Um nome provável para esse produto seria "Apple Tag", mas internamente ele é conhecido apenas pelo seu código "B389".

Essa tag será associada com a conta do iCloud do usuário utilizando aproximação do iPhone, da mesma forma que os AirPods. Usuários poderão receber notificações caso se afastem demais de uma tag, ajudando a evitar o esquecimento de objetos em algum lugar. Também será possível compartilhar a localização de uma tag com família ou amigos. Outra possibilidade será colocar uma tag em "modo perdido", para que outros usuários possam entrar em contato caso encontrem o seu objeto.

Além das informações obtidas de fontes, é possível confirmar a existência do produto analisando o conteúdo do iOS 13, que traz arquivos relacionados a um produto com o modelo "Tag1,1", além de uma imagem que bate com descrições de como seria esse dispositivo: um pequeno círculo branco com o logo da Apple.

Não se sabe quando a empresa pretende anunciar o produto, mas é possível que ele seja divulgado em setembro, quando a Apple costuma fazer um evento para lançar novos iPhones.

Sobre o autor

Guilherme Rambo é programador desde os 12 anos. Especialista em engenharia reversa, é conhecido mundialmente por revelar os segredos da Apple antes mesmo dos anúncios da empresa, além de programar para as plataformas da empresa.

Sobre o blog

Dos segredos escondidos nos códigos da Apple às tendências do mundo da tecnologia, o blog Entre Linhas aborda semanalmente os temas mais interessantes e atuais do mercado tecnológico sob o ponto de vista do programador Guilherme Rambo.