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Como nova tecnologia "maluca" deixará as fotos do iPhone 11 ainda melhores

Guilherme Rambo

03/10/2019 04h00

Durante a apresentação dos novos iPhone 11 e iPhone 11 Pro, uma das novidades anunciadas para as câmeras dos novos aparelhos foi a tal da tecnologia Deep Fusion. Na ocasião, Phil Schiller afirmou que a novidade seria disponibilizada "em breve", sem dar maiores detalhes sobre a data de lançamento. Nesta semana, a Apple lançou o primeiro beta do iOS 13.2 para desenvolvedores, que já conta com a nova tecnologia.

A tecnologia Deep Fusion utiliza o poder do novo processador A13 para realizar operações avançadas de fotografia computacional, tornando as fotos mais nítidas do que seria possível apenas com os sensores e lentes das câmeras. Diferente do Modo Noturno, que exibe um indicador na tela e pode ser desligado, o Deep Fusion funciona sem que o usuário perceba.

É da seguinte maneira: antes mesmo de você pressionar o botão para tirar uma foto, a câmera já registrou quatro quadros utilizando um tempo de exposição curto, além de quatro quadros utilizando um tempo de exposição maior. Ao pressionar o botão, mais um quadro é capturado, com tempo de exposição de acordo com a quantidade de luz na cena.

Todos esses quadros são combinados utilizando um algoritmo que analisa cada pixel individualmente, selecionando o melhor em cada quadro. O resultado é uma imagem muito mais nítida e com menos ruído do que uma imagem capturada com o processo tradicional.

Existem três modos diferentes de operação, que dependem da iluminação da cena e de qual câmera está sendo utilizada:

  • Quando a câmera principal é usada, o Deep Fusion é ativado automaticamente para cenas com luz média ou média-baixa. Para cenas muito escuras, será usado o Modo Noturno.
  • A câmera teleobjetiva utiliza o Deep Fusion em todas as situações, exceto em casos de extrema luminosidade (cenas na rua com sol, por exemplo).
  • A nova câmera ultra angular sempre utilizará o Smart HDR – ela não suporta Deep Fusion nem Modo Noturno.

A tecnologia é exclusiva para os iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max, já que depende de melhorias no Neural Engine do processador A13. Existem algumas limitações: o Deep Fusion não é ativado para fotos sequenciais e também não é ativado caso a opção de capturar fotos fora da moldura – que combina as câmeras ultra-angular e grande-angular – esteja ativada.

Nos meus primeiros testes com o iPhone 11 Pro rodando iOS 13.2, consegui notar uma melhoria na nitidez de fotos tiradas com a câmera principal num ambiente interno com boa iluminação. Tudo indica que a tecnologia será mais uma novidade bem-vinda nos novos aparelhos, melhorando ainda mais as suas câmeras.

Sobre o autor

Guilherme Rambo é programador desde os 12 anos. Especialista em engenharia reversa, é conhecido mundialmente por revelar os segredos da Apple antes mesmo dos anúncios da empresa, além de programar para as plataformas da empresa.

Sobre o blog

Dos segredos escondidos nos códigos da Apple às tendências do mundo da tecnologia, o blog Entre Linhas aborda semanalmente os temas mais interessantes e atuais do mercado tecnológico sob o ponto de vista do programador Guilherme Rambo.

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